sábado, 27 de março de 2010
Hora do Planeta
A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização. No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais a preocupação com o aquecimento global.
No Brasil, 145 monumentos e locais públicos serão apagados, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Ponte Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo, o Palácio de Cristal, em Curitiba, e o Arco da Praça Portugal, em Fortaleza
A campanha tem o apoio de 61 cidades brasileiras - das quais 15 são capitais em 19 Estados em cinco regiões do país, além de mais de 1.500 empresas e 249 organizações.
O evento, que no país é comandado pelo WWF-Brasil, convida todas as pessoas a desligarem a luz de casa para fazer parte do ato. A campanha lançada este ano conta com apoio de empresas e de celebridades, como a atriz Cristiane Torloni e a apresentadora Preta Gil.
Como vai ser
As três cidades situadas mais ao norte no globo, Murmansk (Russia), Hammerfest (Noruega) e NuuK (Groelândia), e as três mais ao sul, Hobart (Austrália), Ushuaia (Argentina) e Queenstown, na Nova Zelândia, também estão engajadas na Hora do Planeta 2010 e levarão o movimento literalmente de norte a sul da Terra. E vai ser inclusive na Nova Zelândia que o movimento global irá começar. Pelo fuso horário, as Ilhas Chatham serão o primeiro local a apagar suas luzes.
Esta edição conta com 33 novos países, entre eles Nepal, Mongólia, Arábia Saudita, Nigéria, Paraguai, Uruguai e Marrocos.
Efeito estufa
No Brasil, a WWF escolheu como temas da Hora do Planeta o combate ao desmatamento, a proteção e recuperação de áreas de preservação permanente, como as matas ciliares e as nascentes, e a obrigatoriedade do cumprimento das metas de redução de desmatamento e de emissões de gases de efeito estufa assumidas na Conferência de Copenhague em 2009 (COP-15 da UNFCCC).
O país é considerado o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. A maior parte da emissão (75%) é proveniente de queimadas e desmatamento.
O site oficial da campanha para obter mais informações e se cadastrar é www.horadoplaneta.org.br.
http://www.horadoplaneta.org.br/saibamais.php
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/03/22/pelo-menos-117-paises-participam-da-hora-do-planeta-neste-sabado-27.jhtm
sexta-feira, 26 de março de 2010
Santos Dumont, como foi realmente sua morte?
A morte do genial Alberto Santos Dumont foi por décadas edulcorada e relacionada a seu desgosto pelo uso de aviões para fins militares. Nos anos 60 e 70, professores nem mesmo falavam a palavra “suicídio” em sala de aula. Tudo para que o fim de um dos poucos heróis nacionais, capaz de inspirar os pequenos e motivar os adultos, fosse digno de sua biografia. A dar guarida oficial às versões “moralmente elevadas” do desaparecimento do aviador havia um laudo necrológico, assinado pelo legista Roberto Catunda, que indicava morte por “colapso cardíaco”. Uma fraude.
Santos Dumont morreu em 23 de julho de 1932, no banheiro do Grand Hôtel de La Plage, na cidade balneária de Guarujá (SP). Há controvérsias sobre o material utilizado como corda: o cinto do roupão ou uma gravata. Tinha apenas 59 anos. Muitos pesquisadores se debruçaram sobre esse episódio, ainda hoje mal explicado. Só o que se tem é de certeza é que, sim, foi suicídio por enforcamento. Permanecem no campo da especulação as razões do ato extremo.
A ideia de forjar o laudo necrológico teria sido partilhada por autoridades governamentais e familiares do inventor. A família teria insistido na dispensa da autópsia, e, para a polícia, ceder a esse pedido seria atitude humanitária e honrosa, opinião também do governo paulista, que teria impedido a abertura de um inquérito. Ajeitados os trâmites, a fraude ficou, e a verdade só aos poucos foi sendo descoberta.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/fraude_na_morte_de_santos_dumont.html
Santos Dumont morreu em 23 de julho de 1932, no banheiro do Grand Hôtel de La Plage, na cidade balneária de Guarujá (SP). Há controvérsias sobre o material utilizado como corda: o cinto do roupão ou uma gravata. Tinha apenas 59 anos. Muitos pesquisadores se debruçaram sobre esse episódio, ainda hoje mal explicado. Só o que se tem é de certeza é que, sim, foi suicídio por enforcamento. Permanecem no campo da especulação as razões do ato extremo.
A ideia de forjar o laudo necrológico teria sido partilhada por autoridades governamentais e familiares do inventor. A família teria insistido na dispensa da autópsia, e, para a polícia, ceder a esse pedido seria atitude humanitária e honrosa, opinião também do governo paulista, que teria impedido a abertura de um inquérito. Ajeitados os trâmites, a fraude ficou, e a verdade só aos poucos foi sendo descoberta.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/fraude_na_morte_de_santos_dumont.html
Quem foi Rasputin ?

Em 1916, Grigori Iefimovitch Novykh, vulgo Rasputin, era o homem mais poderoso da Rússia. Dizem que tinha um olhar penetrante e magnético, compatível com a fama de místico que ampliava seu poder pessoal. De fato, exercia indiscutível fascínio sobre o frágil czar Nicolau II e sua bem-amada esposa, a imperatriz Alexandra Feodorovna.
Mas o poder de Rasputin não era nem um pouco oculto. Apoiava- se na excepcional ascendência que tinha sobre os monarcas absolutos da Rússia de então. Ele nomeava ministros do mesmo modo que os derrubava.
Sua aparência era desagradável. Filho de camponeses (então chamados “mujiques”, sinônimo de pobreza associada à servidão), o mago era sujo e grosseiro: a barba estava sempre desgrenhada, e os cabelos eram compridos, maltratados e gordurosos. Mal sabia ler e escrever.
Príncipes e grão-duques ficavam chocados diante da visão daquele homem. A população o temia. A nobreza espalhava boatos de que ele seria o responsável por todas as agruras pelas quais o país passava na Primeira Guerra Mundial, e as más línguas o acusavam, infundadamente, de ser amante da czarina, além de agente da inimiga Alemanha. Alguns conspiravam para assassiná-lo, o que ele não ignorava.
http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/rasputin_se_recusa_a_morrer.html
quinta-feira, 25 de março de 2010
Haiti. Porque ocorrem os terremotos?

Haiti é um país localizado na América Central, sua extensão territorial é de 27.750 quilômetros quadrados, totaliza em seu território mais de 10 milhões de habitantes. Antiga colônia francesa, o país é a primeira república negra do mundo, sendo fundada em 1804 por antigos escravos.
Marcada por uma série de governos ditatoriais e golpes de estado, a população haitiana presencia uma guerra civil e muitos problemas socioeconômicos. O Haiti é o país economicamente mais pobre da América, seu Índice de Desenvolvimento Humano é de 0,532; aproximadamente 60% da população é subnutrida e mais da metade vive com menos de 1 dólar por dia.
Além de todos esses fatores, o país passou por outra tragédia, dessa vez de ordem natural. No dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter atingiu o país, provocando uma série de feridos, desabrigados e mortes. Diversos edifícios desabaram, inclusive o palácio presidencial da capital Porto Príncipe.
Conforme o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto ocorreu à cerca de 10 quilômetros de profundidade, a 22 quilômetros de Porto Príncipe. Esse primeiro terremoto antecedeu outros dois de magnitudes 5,9 e 5,5. Esse fato promoveu grande destruição na região da capital haitiana, estima-se que metade das construções foram destruídas, 250 mil pessoas foram feridas, 1 milhão de habitantes ficaram desabrigados e, até o dia 20 de janeiro, haviam mais de 78 mil óbitos, no entanto, o número de mortos aproxima-se há 120 mil.
.......................TERREMOTO, POR QUE OCORREM?
Terremoto ou sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas rochosas da crosta terrestre a 300m abaixo do solo. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos.
As maiorias dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade. A energia é liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra.
Calcula-se que 10% ou menos da energia de um sismo se reproduz por ondas sísmicas. Existem também sismos induzidos, que são compatíveis à ação antrópica. Originam-se de explosões, extração de minérios, de água ou fósseis, ou até mesmo por queda de edifícios; mas apresentam magnitudes bastante inferiores dos terremotos tectônicos.
As conseqüências de um terremoto são:
• Vibração do solo,
• Abertura de falhas,
• Deslizamento de terra,
• Tsunamis,
• Mudanças na rotação da Terra.
Além de efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc. As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se forma novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo. O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros como, por exemplo, a falha de San Andreas na Califórnia, Estados Unidos.
Só nos Estados Unidos acontecem cerca de 13 mil terremotos por ano que variam de aproximadamente 18 grandes terremotos e um terremoto gigante sendo que os demais são leves ou até mesmo despercebidos.
A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos pela extensão dos danos. Essa escala se divide em 12 categorias de acordo com sua intensidade.
.................. NO BRASIL HÁ TERREMOTOS?
No Brasil Existe Terremoto
Durante muito tempo acreditava-se que no Brasil não ocorria terremotos, no entanto, essa afirmação é um tanto quanto precipitada. Se comparar os abalos sísmicos ocorridos nos Andes com os ocorridos no Brasil, os do Brasil podem ser classificados como modestos, embora a quantidade de abalos sejam muitas e com escalas acima de 5,0 graus, não ignorando a possibilidade de tremores mais intensos, uma vez que o planeta é dinâmico e está em constante transformação.
Foram muitos os terremotos ocorridos no Brasil no decorrer da história, com destaque para o Ceará, em 1980 / mb=5,2, João Câmara (RN) 1986 / mb=5,1.
Em outros casos os tremores tiveram proporções maiores como no Mato Grosso 1955/mb=6,6, Espírito Santo 1955/mb=6,3 e Amazonas 1983/mb=5,5, essas regiões não eram habitadas.
Os abalos sísmicos podem emergir a qualquer instante e lugar, dessa forma não se deve descartar a possibilidade de ocorrer tremores com grandes conseqüências em algum centro urbano brasileiro.
A pouca incidência de terremotos no Brasil é proveniente de sua localização no centro da placa Sul-americana.
No fim de 2007, mais precisamente em 9 de dezembro desse ano, na cidade mineira de Itacarambi ocorreu um terremoto, o abalo derrubou 76 casas, condenou várias outras, e levou a óbito uma criança.
Esse abalo foi um dos maiores ocorridos no Brasil e o primeiro com vítima fatal. O tremor teve intensidade de 4,9 graus na escala Richter, segundo o Professor Lucas Vieira Barros da Universidade de Brasília, os tremores ocorriam desde maio.
A explicação não é definitiva, mas é provável que o agente causador seja uma falha geológica, localizada a 5 quilômetros abaixo da superfície.
http://www.brasilescola.com/geografia/terremotos.htm
quarta-feira, 24 de março de 2010
Água e Religião

A água é considerada como purificadora na maioria das religiões, incluindo o Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Xintoísmo e Wicca. O exemplo do batismo nas igrejas cristãs é praticado com água, simbolizando o nascimento de um novo ser, purificado com remissão dos pecados. Verifica-se que, nas mitologias politeístas, os deuses vinculados à água - Vishnu, Enki e Poseidon (Netuno), para citar alguns exemplos -, em regra, possuem mais seguidores, gozam de maior prestígio ou ocupam graduação mais elevada em relação às demais divindades representantes de outros fenômenos naturais.
A ablução hindu, tal como praticada no estado de Tamil Nadu.Seguindo um princípio semelhante, em outras religiões, incluindo o Judaísmo e o Islamismo, é ministrado aos mortos um banho de água purificada, simbolizando a passagem para a nova vida espiritual eterna. Ainda no Islão, os fiéis apenas podem praticar as cinco orações diárias após a lavagem do corpo com água limpa, no ritual de ablução denominado "wudu". No Xintoísmo e na Wicca, a água é usada em quase todos os rituais de limpeza dos praticantes. Na Nova Versão Internacional da Bíblia, o termo "água" é mencionado 442 vezes.
Na mitologia Celta, Sulis é a deusa das nascentes termais. No Hinduísmo, o rio Ganges é personificado como uma deusa, enquanto que Sarasvati é referida como a deusa dos Vedas. A água é também um dos "tatvas" (5 elementos básicos da natureza hindús, onde se incluem o fogo, a terra, o akasha e o ar). Em outras tradições, deuses e deusas são mencionados como patronos locais de nascentes, rios ou lagos, como no exemplo da mitologia grega e romana, onde Peneus era o deus do rio. Na religião Wicca a água é tida como um dos símbolos da Grande-Deusa, assim como o cálice e o caldeirão.
O antigo filósofo grego Empédocles, defendia que a água era um dos quatro elementos da natureza básicos, em conjunto com o fogo, terra e ar, sendo respeitada como a substância básica do Universo, denominada ylem.
Nas antigas tradições chinesas, a água era um dos cinco elementos, em conjunto com a terra, o fogo, a madeira e o metal.
Nas religiões neopagãs, como é o caso da Wicca, também existe a crença na existência de cinco elementos constituintes do Universo, sendo eles: o fogo, o ar, a água e a terra e o akasha(a manifestação da energia divina).
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua
terça-feira, 23 de março de 2010
Sabem por que a nobreza, em sua grande maioria, viviam sendo abanadas pelo seus súditos na idade média?

Na Idade Média, não existiam os dentifrícios, isto é, pastas de dentes, muito menos escovas de dentes ou perfumes,desodorantes muito menos e papel higiênico, nem pensar...
As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio...
Quando paramos para pensar que todos já viram que nos filmes
aparecem pessoas sendo abanadas, passam desapercebidos os motivos. Em um país de clima temperado, a justificativa não era o calor, mas sim o péssimo odor que as pessoas exalavam, pois não tomavam banho, não escovavam os dentes e não usavam papel higiênico e muito menos faziam higiene íntima.
Os nobres, eram os únicos que podiam ter súditos que os abanavam, para espalhar o mau cheiro que o corpo e suas bocas exalavam com o mau hálito, além de ser uma forma de espantar os insetos.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados, as noivas carregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí termos maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicada.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho.
Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...
Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - cães, gatos e outros, de pequeno porte, como ratos e besouros se aquecerem.
Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivetes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" = está chovendo gatos e cachorros.
Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel.
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa...). Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho).
Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí, surgiu a vigília do caixão.
A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz. Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão essa por nós usada até os dias atuais.
http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=19269.0
A LENDA DO BOTO...


LENDAS BRASILEIRAS – O BOTO COR DE ROSA (AMAZÔNIA)
Os índios chamam o boto de “uiara”, e dizem que ele é o deus dos rios e protetor dos peixes.
Mas os botos cor de rosa têm uma peculiaridade: adoram festas. Quando têm vontade de se divertir, principalmente nas proximidades das festas juninas, os botos esperam chegar a noite, saem da água, transformam-se em humanos (ou, dizem alguns, meio humanos – a metade de baixo humana e, neste caso, sempre usam chapéu, para ocultar o rosto), e passeiam nas cidades.
Quando chegam a alguma festa em aldeias ribeirinhas, vão entrando mansamente, comportando-se de maneira tímida, quietinhos, envergonhados, sempre muito educados.
Isso até a primeira bebida. Depois, não rejeitam uma. Não há bebida que chegue. E não ficam tontos! Têm uma resistência sobre-humana à bebida.
Antes do amanhecer, no entanto, eles têm que voltar para a água, pois o sol os transforma em botos outra vez.
Geralmente são bonitos e simpáticos, e dançam muito bem. Como são muito namoradores, costumam levar as donzelas mais bonitas às margens do rio, e as engravidam.
Quantas e quantas vezes as moças grávidas de pai desconhecido revelaram para seus pais e amigos que foram engravidadas pelo boto...!
Outro truque empregado pelos botos, geralmente em um bar: o boto desafia algum freqüentador para ver quem bebe mais, cada um pagando a metade da conta. Depois de beber muito, “descobre que esqueceu a carteira” em sua canoa. Se o o desafiado, depois de pagar a conta, resolve ir junto até a canoa para receber o dinheiro, apenas terá tempo de ver o desafiante dar uma gostosa gargalhada e mergulhar no rio, para nunca mais ser visto naquelas paragens ...pelo menos com essa aparência...
BASEADO EM “HISTÓRIAS E LENDAS DO BRASIL” – ED. APEL
segunda-feira, 22 de março de 2010
Veja o que Enem é capaz de produzir...

Rir tudo bem, repetir jamais...
O Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino.
O número de famigerados do MST almenta a cada ano seletivo.
Os anaufabetos nunca tiveram chance de voltar outra vez para a escola.
O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal capixaba.
O problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta.
A amazônia é explorada de forma piedosa.
A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.
A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta.
Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna. (Amém)
A amazônia tem valor ambiental ilastimável.
A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas.
A camada de ozonel.
A Amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor
“Temos que criar leis legais contra isso.”
“Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises.”
“A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.”
“Explorar sem atingir árvores sedentárias.”
“A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo.”
“A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.”
A harpa é uma asa que toca.”
“Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.”
“O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.”
“Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele.”
“Já está muito difícel de achar os pandas na Amazônia.”
O nervo ótico transmite idéias luminosas.
O vento é uma imensa quantidade de ar
A principal função da raiz é se enterrar
Lenda é toda narração em prosa de um tema confuso.
A unidade de força é o Newton, que significa a força que se tem que realizar em um metro da unidade de tempo, no sentido contrário.
O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.
A insônia consiste em dormir ao contrário.
Sobrevivência de um aborto vivo (título de redação).
O Brasil é um país abastardo com um futuro promissório.
Resposta a uma pergunta: “Não cei”.
A capital de Portugal é Luiz Boa.
A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.
A Terra é um dos planetas mais conhecidos no mundo.
A comunicassão social e feita de mim para vocês.
A comunicação é uma junção da verdade com a falsidade, afinal fofoca é uma coisa feia e é comunicação.
Eu acho que a resposta é não. Como o professor deve ter pensado numa armadilha, respondo que é sim.
sexta-feira, 19 de março de 2010
O gigolô das palavras

...A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda."
***
Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa ("Culpa da revisão!", "Culpa da revisão!"). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
............Respondi que a linguagem, qualquer linguagem é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, comover...Mas aí entramos na área de talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
............Claro que eu não disse tudo isso a meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isto eu disse - vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão dispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas a exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltratando-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenha também o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
............Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria importante, impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda.
Luis Fernando Veríssimo
http://www.ufv.br/tutoria/portugues/curio_redacao.htm
O verbo deletar foi aportuguesado, você sabia?
Academia Brasileira de Letras lançou em setembro um vocabulário com 6.000 palavras novas que estavam em uso, mas não eram oficiais. A expressão "deletar um arquivo de computador" não é mais jargão de quem lida com informática, embora já existisse o verbo delir. O termo passa a ser aceito como uma palavra da língua portuguesa escrita no Brasil.
............Deletar faz parte das novas palavras incluídas na recente edição do "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa", que foi lançada pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Além de reconhecidas, as novas palavras passam a ter uma grafia oficial definida. Agora é possível "deletar um arquivo", "assistir a uma teleconferência" e até "tomar suco de acerola" - fruta hoje comum no mercado, mas rara nos dicionários.
............Também foram incluídos outros termos da informática. Eles se somam às 400 mil palavras catalogadas na primeira edição do vocabulário, de 1943. Diferentemente de um dicionário, que se preocupa em explicar o significado de uma palavra, um vocabulário apenas lista as palavras. Seu objetivo é consolidar a grafia delas (o modo como são escritas), classificá-las segundo o gênero (masculino ou feminino) e categoria morfológica (substantivo, adjetivo, etc.). É também um instrumento normatizador oficial, por ter sido feito pela Academia.
http://www.ufv.br/tutoria/portugues/curio_deletar.htm
............Deletar faz parte das novas palavras incluídas na recente edição do "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa", que foi lançada pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Além de reconhecidas, as novas palavras passam a ter uma grafia oficial definida. Agora é possível "deletar um arquivo", "assistir a uma teleconferência" e até "tomar suco de acerola" - fruta hoje comum no mercado, mas rara nos dicionários.
............Também foram incluídos outros termos da informática. Eles se somam às 400 mil palavras catalogadas na primeira edição do vocabulário, de 1943. Diferentemente de um dicionário, que se preocupa em explicar o significado de uma palavra, um vocabulário apenas lista as palavras. Seu objetivo é consolidar a grafia delas (o modo como são escritas), classificá-las segundo o gênero (masculino ou feminino) e categoria morfológica (substantivo, adjetivo, etc.). É também um instrumento normatizador oficial, por ter sido feito pela Academia.
http://www.ufv.br/tutoria/portugues/curio_deletar.htm
quinta-feira, 18 de março de 2010
CURIOSIDADES
Você já viu o filme "De volta para o Futuro II?" Se você viu, deve se lembrar que no Almanaque dos Recordes dizia que em 1997 o time da Flórida ganharia o campeonato "World Series" em 1997. Na época em que o filme foi feito (nos anos 80), a Flórida nem se quer tinha um time, mas no dia 26 de Outubro de 1997 ela foi a campeã do World Series, exatamente como dizia o Almanaque.
***
O Sol libera mais energia em um segundo do que tudo que a humanidade já consumiu em toda a sua existência.
***
O Sol libera mais energia em um segundo do que tudo que a humanidade já consumiu em toda a sua existência.
quarta-feira, 17 de março de 2010
A Física do Cotidiano

Porque quando o gelo chega do congelador ele se prende a um objeto metálico que é colocado junto ao gelo?
A água se transforma em gelo a zero grau Celsius, mas o quando o gelo sai do ele está abaixo de zero. Quando você encosta um metal à temperatura ambiente no gelo ele derrete um pouco do gelo com que entra em contato. Acontece que os metais tem baixa capacidade térmica. Então o metal entra em equilíbrio térmico com o gelo rapidamente, adquirindo uma temperatura abaixo de zero. Como conseqüência, a água que o metal tinha derretido volta a se solidificar, agindo como "cola" entre o a pedra de gelo e o metal.
Para que esta experiência funcione, é necessário que o gelo esteja abaixo de zero, senão ele não vai conseguir congelar a água que o metal derreteu. Se o gelo estiver fora do congelador a algum tempo (por exemplo dentro da limonada já no final do almoço), ele estará em fusão, portanto exatamente a zero graus Celsius, e portanto não conseguirá resfriar a água.
Outra restrição é que o metal não pode estar à mesma temperatura do gelo ou abaixo, pois senão ele não consegue derretê-lo. Faça um teste: se o metal estiver à mesma temperatura do gelo (deixe-o bastante tempo no congelador junto com o gelo) ele não gruda no gelo.
O mesmo efeito acontece quando um corpo molhado encosta num corpo gelado. Se você tentar pegar uma gaveta de gelo com a mão molhada verá que ela gruda por um pequeno instante. E se tiver a ocasião de ir a um pais frio durante o inverno (EUA, Europa, Argentina), nunca segure um portão ou uma barreira de metal com a mão molhada nem deixe crianças encostarem os lábios nisto: ficariam grudados imediatamente e seria necessário chamar os bombeiros para aquecerem o metal com maçarico!
http://www.adorofisica.com.br/fisica/fis_gelo.html
Rolou uma química entre nós! Será que existe mesmo uma explicação científica para o amor?

Você já ouviu esta frase: Rolou uma química entre nós! Será que existe mesmo uma explicação científica para o amor?
O sentimento não afeta só o nosso ego de forma figurada, mas está presente de forma mais concreta, produz reações visíveis em nosso corpo inteiro. Se não fosse assim como explicar as mãos suando, coração acelerado, respiração pesada, olhar perdido (tipo "peixe morto"), o ficar rubro quando se está perto do ser amado?
Afinal, o amor tem algo a ver com a Química? Na verdade O AMOR É QUÍMICA! Todos os sintomas relatados acima têm uma explicação científica: são causados por um fluxo de substâncias químicas fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias estão: adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas. Viu como são necessários vários hormônios para sentir aquela sensação maravilhosa quando se está amando?
A dopamina produz a sensação de felicidade, a adrenalina causa a aceleração do coração e a excitação. A noradrenalina é o hormônio responsável pelo desejo sexual entre um casal, nesse estágio é que se diz que existe uma verdadeira química, pois os corpos se misturam como elementos em uma reação química.
Mas acontece que essa sensação pode não durar muito tempo, neste ponto os casais têm a impressão que o amor esfriou. Com o passar do tempo o organismo vai se acostumando e adquirindo resistência, passa a necessitar de doses cada vez maiores de substâncias químicas para provocar as mesmas sensações do início. É aí que entra os hormônios ocitocina e vasopressina, são eles os responsáveis pela atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura, afinal, o amor é eterno!
Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/quimica/a-quimica-amor.htm
Por que estudar Química?
Você já se perguntou por que estudar Química?
Não é do conhecimento de todos, mas o estudo dessa ciência se relaciona com os avanços tecnológicos. Imagine se uma pessoa que viveu no século XVI pudesse viajar pelo tempo e ver as inúmeras novidades do século XXI? Ela iria encontrar, por exemplo, um aparelho chamado televisão que é um produto da era tecnológica na qual vivemos e se perguntaria: Como isso é possível?
Daí você pode pensar: Mas o que um televisor tem a ver com Química? A produção de diversos materiais que constituem a televisão depende dos conhecimentos de Química. E isso acontece também com muitos outros produtos presentes em nosso dia-a-dia, que em cuja composição a ciência está presente.
Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/quimica/curiosidades-quimica.htm
Não é do conhecimento de todos, mas o estudo dessa ciência se relaciona com os avanços tecnológicos. Imagine se uma pessoa que viveu no século XVI pudesse viajar pelo tempo e ver as inúmeras novidades do século XXI? Ela iria encontrar, por exemplo, um aparelho chamado televisão que é um produto da era tecnológica na qual vivemos e se perguntaria: Como isso é possível?
Daí você pode pensar: Mas o que um televisor tem a ver com Química? A produção de diversos materiais que constituem a televisão depende dos conhecimentos de Química. E isso acontece também com muitos outros produtos presentes em nosso dia-a-dia, que em cuja composição a ciência está presente.
Por Líria Alves
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/quimica/curiosidades-quimica.htm
terça-feira, 16 de março de 2010
Franz Kafca
Franz Kafka
František Kafka
Nome completo František Kafka
Nascimento 3 de julho de 1883
Praga
Morte 3 de junho de 1924 (40 anos)
Klosterneuburg Áustria
Ocupação Agente de seguros, escritor
Movimento literário Modernismo
Existencialismo
Surrealismo
precursor do Realismo Mágico
Magnum opus
A Metamorfose
O Castelo
O Processo
Franz Kafka (Praga, 3 de julho de 1883 — Klosterneuburg, 3 de junho de 1924) foi um dos maiores escritores de ficção da língua alemã do século XX. Kafka nasceu numa família de classe média judia em Praga, Áustria-Hungria (atual República Checa). O corpo de obras suas escritas— a maioria incompleta e publicadas postumamente[1] — destacam-se entre as mais influentes da literatura ocidental[2].
Seu estilo literário presente em obras como a novela A Metamorfose (1915), e romances incluindo O Processo (1925) e O Castelo (1926) retratam indivíduos preocupados em um pesadelo de um mundo impessoal e burocrático.
No ano de 1902 conhece Max Brod, seu grande amigo, e no ano de 1922 pedirá a ele para que destrua todas as suas obras após sua morte.
Em 1903, Kafka tem sua primeira relação sexual, o que lhe trará insegurança por toda sua vida. Neste ano também, ele fará sua primeira visita a um sanatório. Teve vários casos amorosos mal resolvidos, uns por intervenção dos pais das moças, outros por desinteresse próprio.
Entre 1914 e 1924, Kafka esteve três vezes perto do casamento. Desistiu sempre. Tentou primeiro por duas ocasiões com Felice Bauer, uma alemã com quem se correspondeu até 1917. A última vez foi com Milena Jesenská, mais nova do que ele.
Kafka falece dia 3 de junho de 1924 no sanatório Kierling perto de Klosterneuburg na Áustria. A causa oficial da sua morte foi insuficiência cardíaca, apesar de sofrer de tuberculose desde 1917.
Educação
Kafka aprendeu alemão como sua primeira língua, contudo era quase fluente em tcheco. Kafka se considerava incapaz nos estudos, tanto que em uma carta a Felice Bauer ele declara que não acreditava que conseguiria concluir o ensino médio. No momento de decidir que carreira seguir, Franz Kafka opta por cursar Filosofia, no entanto é impedido pelo seu pai, com quem não tinha uma relação de afetividade. Tendo de decidir entre Química e Direito, Franz opta pela faculdade de Química junto com seu grande amigo Max Brod. Permanece 15 dias no curso e desiste, entrando de vez para a faculdade de Direito, que será tema de boa parte de suas obras. Formado em Direito, em 1906, trabalhou como advogado a princípio na companhia particular Assicurazioni Generali e depois no semi-estatal Instituto de Seguros contra Acidentes do Trabalho. Solitário, com a vida afetiva marcada por irresoluções e frustrações, Kafka nunca atingiu fama ou fortuna com seus livros, na maioria editados postumamente. Mesmo assim era respeitado nos círculos de literatura que frequentava.
Obra
Epitáfios em hebraico no túmulo da família Kafka
O seu livro A Metamorfose (1915) narra o caso de um homem que acorda transformado num gigantesco inseto; O Processo (1925) conta a história de um certo Josef K., julgado e condenado por um crime que ele mesmo ignora; O Castelo (1926), o agrimensor K. não consegue ter acesso aos senhores que o contrataram. O livro Na Colônia Penal (1914) fala sobre uma máquina que tem o poder de executar sentenças. Trata-se de uma história absurda sobre uma Colônia que usa esta máquina para torturar e matar pessoas, sem que estas sequer saibam o porquê de sua morte. O livro é uma crítica aos sistemas despóticos de poder. Essas quatro obras-primas definem não apenas boa parte do que se conhece até hoje como "literatura moderna", mas o próprio carácter do século: kafkaniano.
Autor de várias colectâneas de contos, Kafka escreveu também a avassaladora Carta ao Pai (1919) e centenas de páginas de diários. Deixou inacabado o romance Amerika.
Morreu num sanatório perto de Viena, onde se internou com tuberculose. Desde então, seu legado - resgatado pelo amigo Max Brod - exerce enorme influência na literatura mundial.
Estilo literário
A escrita de Kafka é marcada pelo seu tom despegado, imparcial, atenciosa ao menor detalhe, e que abrange os temas da alienação e perseguição. Os seus trabalhos mais conhecidos abrangem temas como as pequenas histórias A Metamorfose, Um artista da fome e os romances O Processo, América e O Castelo. Os seus contos são julgados como verdadeiros e realistas, em contato com o homem do século XXI, pois os personagens kafkanianos sofrem de conflitos existenciais, como o homem de hoje. No mundo kafkaniano, os personagens não sabem que rumo podem tomar, não sabem dos objetivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situação que não planejaram, pois todos os acontecimentos se viraram contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de se aproveitar da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair desta. Por isso, a temática da solidão como fuga, a paranóia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana, sendo comum a existência de personagens secundários que espiam, e conspiram contra o protagonista das histórias de Kafka (geralmente homens, à exceção de alguns contos onde aparecem animais e raros onde a personagem principal é uma mulher). No fundo, estes protagonistas não são mais que projecções do próprio Kafka, onde ele expõe os seus medos, a sua angústia perante o mundo, a sua solidão interior.
František Kafka
Nome completo František Kafka
Nascimento 3 de julho de 1883
Praga
Morte 3 de junho de 1924 (40 anos)
Klosterneuburg Áustria
Ocupação Agente de seguros, escritor
Movimento literário Modernismo
Existencialismo
Surrealismo
precursor do Realismo Mágico
Magnum opus
A Metamorfose
O Castelo
O Processo
Franz Kafka (Praga, 3 de julho de 1883 — Klosterneuburg, 3 de junho de 1924) foi um dos maiores escritores de ficção da língua alemã do século XX. Kafka nasceu numa família de classe média judia em Praga, Áustria-Hungria (atual República Checa). O corpo de obras suas escritas— a maioria incompleta e publicadas postumamente[1] — destacam-se entre as mais influentes da literatura ocidental[2].
Seu estilo literário presente em obras como a novela A Metamorfose (1915), e romances incluindo O Processo (1925) e O Castelo (1926) retratam indivíduos preocupados em um pesadelo de um mundo impessoal e burocrático.
No ano de 1902 conhece Max Brod, seu grande amigo, e no ano de 1922 pedirá a ele para que destrua todas as suas obras após sua morte.
Em 1903, Kafka tem sua primeira relação sexual, o que lhe trará insegurança por toda sua vida. Neste ano também, ele fará sua primeira visita a um sanatório. Teve vários casos amorosos mal resolvidos, uns por intervenção dos pais das moças, outros por desinteresse próprio.
Entre 1914 e 1924, Kafka esteve três vezes perto do casamento. Desistiu sempre. Tentou primeiro por duas ocasiões com Felice Bauer, uma alemã com quem se correspondeu até 1917. A última vez foi com Milena Jesenská, mais nova do que ele.
Kafka falece dia 3 de junho de 1924 no sanatório Kierling perto de Klosterneuburg na Áustria. A causa oficial da sua morte foi insuficiência cardíaca, apesar de sofrer de tuberculose desde 1917.
Educação
Kafka aprendeu alemão como sua primeira língua, contudo era quase fluente em tcheco. Kafka se considerava incapaz nos estudos, tanto que em uma carta a Felice Bauer ele declara que não acreditava que conseguiria concluir o ensino médio. No momento de decidir que carreira seguir, Franz Kafka opta por cursar Filosofia, no entanto é impedido pelo seu pai, com quem não tinha uma relação de afetividade. Tendo de decidir entre Química e Direito, Franz opta pela faculdade de Química junto com seu grande amigo Max Brod. Permanece 15 dias no curso e desiste, entrando de vez para a faculdade de Direito, que será tema de boa parte de suas obras. Formado em Direito, em 1906, trabalhou como advogado a princípio na companhia particular Assicurazioni Generali e depois no semi-estatal Instituto de Seguros contra Acidentes do Trabalho. Solitário, com a vida afetiva marcada por irresoluções e frustrações, Kafka nunca atingiu fama ou fortuna com seus livros, na maioria editados postumamente. Mesmo assim era respeitado nos círculos de literatura que frequentava.
Obra
Epitáfios em hebraico no túmulo da família Kafka
O seu livro A Metamorfose (1915) narra o caso de um homem que acorda transformado num gigantesco inseto; O Processo (1925) conta a história de um certo Josef K., julgado e condenado por um crime que ele mesmo ignora; O Castelo (1926), o agrimensor K. não consegue ter acesso aos senhores que o contrataram. O livro Na Colônia Penal (1914) fala sobre uma máquina que tem o poder de executar sentenças. Trata-se de uma história absurda sobre uma Colônia que usa esta máquina para torturar e matar pessoas, sem que estas sequer saibam o porquê de sua morte. O livro é uma crítica aos sistemas despóticos de poder. Essas quatro obras-primas definem não apenas boa parte do que se conhece até hoje como "literatura moderna", mas o próprio carácter do século: kafkaniano.
Autor de várias colectâneas de contos, Kafka escreveu também a avassaladora Carta ao Pai (1919) e centenas de páginas de diários. Deixou inacabado o romance Amerika.
Morreu num sanatório perto de Viena, onde se internou com tuberculose. Desde então, seu legado - resgatado pelo amigo Max Brod - exerce enorme influência na literatura mundial.
Estilo literário
A escrita de Kafka é marcada pelo seu tom despegado, imparcial, atenciosa ao menor detalhe, e que abrange os temas da alienação e perseguição. Os seus trabalhos mais conhecidos abrangem temas como as pequenas histórias A Metamorfose, Um artista da fome e os romances O Processo, América e O Castelo. Os seus contos são julgados como verdadeiros e realistas, em contato com o homem do século XXI, pois os personagens kafkanianos sofrem de conflitos existenciais, como o homem de hoje. No mundo kafkaniano, os personagens não sabem que rumo podem tomar, não sabem dos objetivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situação que não planejaram, pois todos os acontecimentos se viraram contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de se aproveitar da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair desta. Por isso, a temática da solidão como fuga, a paranóia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana, sendo comum a existência de personagens secundários que espiam, e conspiram contra o protagonista das histórias de Kafka (geralmente homens, à exceção de alguns contos onde aparecem animais e raros onde a personagem principal é uma mulher). No fundo, estes protagonistas não são mais que projecções do próprio Kafka, onde ele expõe os seus medos, a sua angústia perante o mundo, a sua solidão interior.
Carlos Moreira
Para os amantes da poesias de Carlos Moreira:
http://carlosmoreira-silencio.blogspot.com/
porque mergulhei no inferno
e vi girassóis queimando
me fiz de vento e moinho
mefisto morto no mar
de noite negra de espanto
e quis sem querer a morte
mil vezes na pele entrando
é que acendi este canto
feito da treva da luz
***
dormi com tua sombra
luminosa no meu peito
amor: ela ronca
http://carlosmoreira-silencio.blogspot.com/
porque mergulhei no inferno
e vi girassóis queimando
me fiz de vento e moinho
mefisto morto no mar
de noite negra de espanto
e quis sem querer a morte
mil vezes na pele entrando
é que acendi este canto
feito da treva da luz
***
dormi com tua sombra
luminosa no meu peito
amor: ela ronca
Para os que se interessam pela poesia de Leminski, aqui vai um blogger,
http://pauloleminskipoemas.blogspot.com/
Boa Leitura!
Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno.
Paulo Leminski
INCENSO FOSSE MÚSICA
isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
Paulo Leminski
http://pauloleminskipoemas.blogspot.com/
Boa Leitura!
Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno.
Paulo Leminski
INCENSO FOSSE MÚSICA
isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além
Paulo Leminski
Dom Casmurro
Dom Casmurro é um romance do escritor brasileiro Machado de Assis. Foi publicado em 1899, e é um dos livros da literatura brasileira mais traduzidos para outros idiomas.
Enredo
A história se passa no Rio de Janeiro do Segundo Império, e conta a trajetória de Bentinho e Capitu. É um romance psicológico, narrado em primeira pessoa por Bentinho, o que permite manter questões sem elucidação até o final, já que a história conta apenas com a perspectiva subjetiva de Bentinho.
O romance Dom Casmurro além de estar entre as grandes obras da Literatura Brasileira, é considerado como a obra-prima de Machado de Assis.
Análises da obra
Em Dom Casmurro, encontramos a dúvida sobre a existência do adultério de Capitu, não havendo nenhum momento que o comprove, permanecendo apenas como suspeitas. Sendo escrito em primeira pessoa, apresenta apenas a interpretação dos fatos presenciados pelo narrador-personagem, não apresentando em nenhum momento outras visões. O fato de o autor escrever o romance em capítulos curtos, com títulos explicados posteriormente e de utilizar citações de obras importantes e personagens históricos, em frases curtas, facilita a leitura e prende o leitor.
Machado de Assis permite, ao deixar o final com uma questão em aberto, que um mesmo leitor retome o livro e tire diferentes conclusões a cada vez que o releia. Porém, a questão principal do livro não é essa. Machado escreve sobre a suposta traição para que o leitor se distraia, e só os mais atentos percebam que o assunto principal da obra é a análise social da sociedade burguesa brasileira do século XIX. Para isso, Machado trabalha um micro cosmo - Casa de D. Glória- para refletir sobre o macro cosmo - a sociedade. Assim, cada habitante da casa representa um tipo social da época.
Os pólos do livro
O livro apresenta dois pólos: o dos dominantes e os dos dominados.
Dominantes: Dona Glória (a matriarca escravocrata da qual todos dependem), Capitu (domina Bentinho e em partes D. Glória) e Dom Casmurro.
Dominados por D. Glória: Bentinho, José Dias, prima Justina, Tio Cosme, Sancha, Gurgel, etc.
Dominados por Capitu: Bentinho, em parte D. Glória, Ezequiel, etc
A santidade da Família Santiago: A Família Santa
Dona Glória passara anos tentando engravidar sem sucesso. O seu primeiro filho morre logo ao nascer, e por possuir uma grande fé, faz uma promessa a Deus: se conseguisse engravidar novamente e ter um filho homem ele seria padre. Daí, ela finalmente consegue. O nascimento de Bentinho é um milagre, já que ele é fruto de uma promessa a Deus.
Machado já glorifica D. Glória em seu nome: GLÓRIA, sendo ela uma mãe que ampara e ama profundamente seu filho, vivendo para ele.
Metalinguagem
Em Dom Casmurro, Machado de Assis enquanto narra, discute o ato e o modo de narrar. Ele põe em prática a metalinguagem, em que a própria narrativa trata de se auto-explicar. Logo no início, a metalinguagem ganha corpo, quando o personagem-narrador explica o título do livro e os motivos que o impulsionaram a escrevê-lo: Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores, alguns nem tanto. E mais adiante: Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes disso, porém, digamos os motivos que me põem a pena na mão.
Durante toda a narrativa de Dom Casmurro, a metalinguagem tem um papel fundamental, dando um tom muitas vezes jocoso, ou criando cumplicidade com o leitor, que ao invés de apenas ler passivamente, participa do próprio ato de narrar, ao servir de confidente do escritor, transcendendo o próprio texto.
Alguns exemplos
• Ao narrar as tentações vividas na juventude dirige-se a uma possível leitora "Tudo isso é obscuro, dona leitora, mas a culpa é do vosso sexo, que perturba assim a adolescência de um pobre seminarista".
• Ao dar uma explicação, dialoga com o leitor dizendo: "Não sei se me explico bem. Suponde uma concepção grande executada por meios pequenos".
• Depois de longa narração preliminar, chega ao ponto em que vai narrar o casamento e diz: "Pois sejamos felizes de uma vez, antes que o leitor pegue em si, morto de esperar, e vá espairecer a outra parte; casemo-nos."
Intertextualidade
As fases do romance
A ação do livro acontece em duas fases, a primeira vai da adolescência de Bentinho com a decisão de seus familiares que, por uma promessa feita por sua mãe, ele deveria tornar-se padre. O convívio com Capitu e a luta para se unir a ela, contrariando a vontade dos familiares. O casamento, o qual torna Bentinho um homem lutador que busca por seus sonhos. A segunda parte trata desde sua separação de Capitu, por causa da desconfiança sobre a paternidade do filho, até o seu fim solitário, como homem frio que esqueceu sua luta para conquistar Capitu.
As duas pontas da vida
No desenvolvimento do romance, o narrador diz que tentou "atar as duas pontas da vida", a juventude e a velhice, ou nascimento e morte. Essa tentativa fica evidente em algumas de suas atitudes, descritas a seguir:
• Relembrar sua história enquanto jovem, e tentar reviver as lembranças após a parada para analisar sua vida e perceber que talvez estivesse errado.
• O relacionamento paradoxal com Escobar, que sendo amigo era também um fantasma na vida conjugal, pois Bentinho acreditava que ele era o amante de Capitu.
• Os sentimentos antagônicos em relação ao filho Ezequiel, por sua semelhança com Escobar.
• A construção de uma casa idêntica à antiga casa da Rua de Matacavalos onde viveu quando criança.
O enigma
Pela narração não há como afirmar se houve ou não adultério. Os fatos deixam dúvidas, pois a semelhança de Ezequiel com Escobar, o fato de Escobar ser muito amigo de Capitu e sempre rondar a família levam o leitor a pensar que houve a traição. Por outro lado, a amizade de Capitu por Escobar não seria amor carnal, mas um amor fraterno, o seu amor por Bentinho desde a infância e a sua luta por ele, além do fato dele não ter visto a traição, levam o leitor a acreditar em sua fidelidade.
O leitor pode supor que Bentinho fosse ciumento e imaginasse os fatos. Não há comprovação de nada, afinal a visão dos fatos é parcial, já que Bentinho que narra a história como a vê.
Além disso, soma-se uma lógica ziguezagueante com que Bentinho narra a história, um raciocínio tortuoso que, por vezes, omite certos fatos propositalmente, e em outros, esquece de contar episódios.Entretanto, não se pode afirmar em quais trechos houve omissão proposital ou não.
Há divergências sobre a traição de Capitu. Várias teses acadêmicas já abordaram o assunto e nenhuma chegou a uma análise conclusiva:
• Em páginas mais avançadas deste clássico da literatura brasileira, o autor deixa claro que o filho de Bentinho com Capitu era quase idêntico ao seu amigo Escobar.
• Antes, porém, o pai de Sancha relata que Capitu se parece muito fisicamente e também no gênio com sua falecida esposa, deixando a idéia de que existem semelhanças inexplicáveis no mundo, o que justificaria a semelhança entre o filho de Dom Casmurro e Escobar.
• Também há criticas sobre o fato de que, tanto Capitu quanto Escobar sempre achavam que, quando crescessem, Ezequiel e Capituzinha acabariam namorando, algo que não incentivariam caso as crianças fossem realmente irmãs.
• Mas por outro lado, ambos talvez não desconfiassem disso, e os outros personagens não desconfiavam também não fica demonstrado que desconfiavam, e apenas comentar questiona-se que chegue a ser um incentivo.
• Nas páginas iniciais da obra, o autor descreve Capitu como tendo muita facilidade em disfarçar as situações, inclusive enganando seus pais que tanto amava muitas vezes, o que fortalece a hipótese de adultério.
• Cogita-se a possibilidade de a mãe de Bentinho também desconfiar da paternidade de Ezequiel, já que com o passar do tempo, conforme a criança vai ficando cada vez mais parecida com Escobar, ela passa a ser indiferente com o neto e também com Capitu.
• Apesar da suspeita acima, não se pode deixar de cogitar também o fato de simplesmente a mãe de Bentinho ter se tornado uma senhora "ranzinza" com o passar dos anos, portanto mais fria com as pessoas ao seu redor.
• Também há o fato de Bentinho tentar ter um filho com Capitu por muito tempo (como D. Glória, que passou anos tentando engravidar) e não ter conseguido. Fazendo o leitor imaginar que ele fosse estéril; assim, Capitu só engravidaria de Escobar.
Os medalhões das Casas de Bento
Quando Bento vai mudar da casa de sua mãe, na Rua de Matacavalos, para a Praia da Glória, ele constrói uma casa idêntica aquela em que viveu desde criança, colocando inclusive quatro medalhões de quatro imperadores notórios na sala de estar: Nero, Augusto, Massinissa e César que, segundo Bento, o sugerem a escrita do romance.
Os imperadores possuem algo muito interessante em comum: acusaram suas mulheres de adultério e mataram-nas, mesmo sabendo que elas eram inocentes. César disse: " minha mulher não basta ser inocente, ela tem que parecer inocente". Isso nos dá mais uma pista sobre a suposta traição no romance.
Qual sua critica sobre Dom Casmurro?
Enredo
A história se passa no Rio de Janeiro do Segundo Império, e conta a trajetória de Bentinho e Capitu. É um romance psicológico, narrado em primeira pessoa por Bentinho, o que permite manter questões sem elucidação até o final, já que a história conta apenas com a perspectiva subjetiva de Bentinho.
O romance Dom Casmurro além de estar entre as grandes obras da Literatura Brasileira, é considerado como a obra-prima de Machado de Assis.
Análises da obra
Em Dom Casmurro, encontramos a dúvida sobre a existência do adultério de Capitu, não havendo nenhum momento que o comprove, permanecendo apenas como suspeitas. Sendo escrito em primeira pessoa, apresenta apenas a interpretação dos fatos presenciados pelo narrador-personagem, não apresentando em nenhum momento outras visões. O fato de o autor escrever o romance em capítulos curtos, com títulos explicados posteriormente e de utilizar citações de obras importantes e personagens históricos, em frases curtas, facilita a leitura e prende o leitor.
Machado de Assis permite, ao deixar o final com uma questão em aberto, que um mesmo leitor retome o livro e tire diferentes conclusões a cada vez que o releia. Porém, a questão principal do livro não é essa. Machado escreve sobre a suposta traição para que o leitor se distraia, e só os mais atentos percebam que o assunto principal da obra é a análise social da sociedade burguesa brasileira do século XIX. Para isso, Machado trabalha um micro cosmo - Casa de D. Glória- para refletir sobre o macro cosmo - a sociedade. Assim, cada habitante da casa representa um tipo social da época.
Os pólos do livro
O livro apresenta dois pólos: o dos dominantes e os dos dominados.
Dominantes: Dona Glória (a matriarca escravocrata da qual todos dependem), Capitu (domina Bentinho e em partes D. Glória) e Dom Casmurro.
Dominados por D. Glória: Bentinho, José Dias, prima Justina, Tio Cosme, Sancha, Gurgel, etc.
Dominados por Capitu: Bentinho, em parte D. Glória, Ezequiel, etc
A santidade da Família Santiago: A Família Santa
Dona Glória passara anos tentando engravidar sem sucesso. O seu primeiro filho morre logo ao nascer, e por possuir uma grande fé, faz uma promessa a Deus: se conseguisse engravidar novamente e ter um filho homem ele seria padre. Daí, ela finalmente consegue. O nascimento de Bentinho é um milagre, já que ele é fruto de uma promessa a Deus.
Machado já glorifica D. Glória em seu nome: GLÓRIA, sendo ela uma mãe que ampara e ama profundamente seu filho, vivendo para ele.
Metalinguagem
Em Dom Casmurro, Machado de Assis enquanto narra, discute o ato e o modo de narrar. Ele põe em prática a metalinguagem, em que a própria narrativa trata de se auto-explicar. Logo no início, a metalinguagem ganha corpo, quando o personagem-narrador explica o título do livro e os motivos que o impulsionaram a escrevê-lo: Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores, alguns nem tanto. E mais adiante: Agora que expliquei o título, passo a escrever o livro. Antes disso, porém, digamos os motivos que me põem a pena na mão.
Durante toda a narrativa de Dom Casmurro, a metalinguagem tem um papel fundamental, dando um tom muitas vezes jocoso, ou criando cumplicidade com o leitor, que ao invés de apenas ler passivamente, participa do próprio ato de narrar, ao servir de confidente do escritor, transcendendo o próprio texto.
Alguns exemplos
• Ao narrar as tentações vividas na juventude dirige-se a uma possível leitora "Tudo isso é obscuro, dona leitora, mas a culpa é do vosso sexo, que perturba assim a adolescência de um pobre seminarista".
• Ao dar uma explicação, dialoga com o leitor dizendo: "Não sei se me explico bem. Suponde uma concepção grande executada por meios pequenos".
• Depois de longa narração preliminar, chega ao ponto em que vai narrar o casamento e diz: "Pois sejamos felizes de uma vez, antes que o leitor pegue em si, morto de esperar, e vá espairecer a outra parte; casemo-nos."
Intertextualidade
As fases do romance
A ação do livro acontece em duas fases, a primeira vai da adolescência de Bentinho com a decisão de seus familiares que, por uma promessa feita por sua mãe, ele deveria tornar-se padre. O convívio com Capitu e a luta para se unir a ela, contrariando a vontade dos familiares. O casamento, o qual torna Bentinho um homem lutador que busca por seus sonhos. A segunda parte trata desde sua separação de Capitu, por causa da desconfiança sobre a paternidade do filho, até o seu fim solitário, como homem frio que esqueceu sua luta para conquistar Capitu.
As duas pontas da vida
No desenvolvimento do romance, o narrador diz que tentou "atar as duas pontas da vida", a juventude e a velhice, ou nascimento e morte. Essa tentativa fica evidente em algumas de suas atitudes, descritas a seguir:
• Relembrar sua história enquanto jovem, e tentar reviver as lembranças após a parada para analisar sua vida e perceber que talvez estivesse errado.
• O relacionamento paradoxal com Escobar, que sendo amigo era também um fantasma na vida conjugal, pois Bentinho acreditava que ele era o amante de Capitu.
• Os sentimentos antagônicos em relação ao filho Ezequiel, por sua semelhança com Escobar.
• A construção de uma casa idêntica à antiga casa da Rua de Matacavalos onde viveu quando criança.
O enigma
Pela narração não há como afirmar se houve ou não adultério. Os fatos deixam dúvidas, pois a semelhança de Ezequiel com Escobar, o fato de Escobar ser muito amigo de Capitu e sempre rondar a família levam o leitor a pensar que houve a traição. Por outro lado, a amizade de Capitu por Escobar não seria amor carnal, mas um amor fraterno, o seu amor por Bentinho desde a infância e a sua luta por ele, além do fato dele não ter visto a traição, levam o leitor a acreditar em sua fidelidade.
O leitor pode supor que Bentinho fosse ciumento e imaginasse os fatos. Não há comprovação de nada, afinal a visão dos fatos é parcial, já que Bentinho que narra a história como a vê.
Além disso, soma-se uma lógica ziguezagueante com que Bentinho narra a história, um raciocínio tortuoso que, por vezes, omite certos fatos propositalmente, e em outros, esquece de contar episódios.Entretanto, não se pode afirmar em quais trechos houve omissão proposital ou não.
Há divergências sobre a traição de Capitu. Várias teses acadêmicas já abordaram o assunto e nenhuma chegou a uma análise conclusiva:
• Em páginas mais avançadas deste clássico da literatura brasileira, o autor deixa claro que o filho de Bentinho com Capitu era quase idêntico ao seu amigo Escobar.
• Antes, porém, o pai de Sancha relata que Capitu se parece muito fisicamente e também no gênio com sua falecida esposa, deixando a idéia de que existem semelhanças inexplicáveis no mundo, o que justificaria a semelhança entre o filho de Dom Casmurro e Escobar.
• Também há criticas sobre o fato de que, tanto Capitu quanto Escobar sempre achavam que, quando crescessem, Ezequiel e Capituzinha acabariam namorando, algo que não incentivariam caso as crianças fossem realmente irmãs.
• Mas por outro lado, ambos talvez não desconfiassem disso, e os outros personagens não desconfiavam também não fica demonstrado que desconfiavam, e apenas comentar questiona-se que chegue a ser um incentivo.
• Nas páginas iniciais da obra, o autor descreve Capitu como tendo muita facilidade em disfarçar as situações, inclusive enganando seus pais que tanto amava muitas vezes, o que fortalece a hipótese de adultério.
• Cogita-se a possibilidade de a mãe de Bentinho também desconfiar da paternidade de Ezequiel, já que com o passar do tempo, conforme a criança vai ficando cada vez mais parecida com Escobar, ela passa a ser indiferente com o neto e também com Capitu.
• Apesar da suspeita acima, não se pode deixar de cogitar também o fato de simplesmente a mãe de Bentinho ter se tornado uma senhora "ranzinza" com o passar dos anos, portanto mais fria com as pessoas ao seu redor.
• Também há o fato de Bentinho tentar ter um filho com Capitu por muito tempo (como D. Glória, que passou anos tentando engravidar) e não ter conseguido. Fazendo o leitor imaginar que ele fosse estéril; assim, Capitu só engravidaria de Escobar.
Os medalhões das Casas de Bento
Quando Bento vai mudar da casa de sua mãe, na Rua de Matacavalos, para a Praia da Glória, ele constrói uma casa idêntica aquela em que viveu desde criança, colocando inclusive quatro medalhões de quatro imperadores notórios na sala de estar: Nero, Augusto, Massinissa e César que, segundo Bento, o sugerem a escrita do romance.
Os imperadores possuem algo muito interessante em comum: acusaram suas mulheres de adultério e mataram-nas, mesmo sabendo que elas eram inocentes. César disse: " minha mulher não basta ser inocente, ela tem que parecer inocente". Isso nos dá mais uma pista sobre a suposta traição no romance.
Qual sua critica sobre Dom Casmurro?
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